Filantropia cresce durante a pandemia no Brasil e no mundo

Situações de emergência e crises humanitárias levam a sociedade a se mobilizar; ONGs têm funcionado como hubs para centralizar ajuda

A pandemia impulsionou a filantropia e as doações pelo mundo e no Brasil não foi diferente. Segundo o Monitor das Doações Covid-19, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), o valor doado por empresas e pessoas físicas chegou a 6,74 bilhões de reais desde o início da crise até hoje. O setor com mais doações é o financeiro, com destaque para o Itaú Unibanco, que realizou a maior doação filantrópica (1,24 bilhão de reais) da história do país — os recursos não tiveram qualquer benefício fiscal.

Mas a crise sanitária não incentivou apenas as grandes doações. Pequenos empresários e diversas organizações da sociedade civil, como clubes, escolas e igrejas, além de famílias e cidadãos comuns, também se mobilizaram para atender as pessoas mais vulneráveis e combater os efeitos da Covid-19 na saúde e nas condições de vida dessas populações. Foram comuns as doações de valores em dinheiro, alimentos e produtos de higiene e também a oferta de trabalho voluntário.

Nesse cenário, as organizações não governamentais (ONGs), que normalmente já desempenham papel fundamental para catalisar a filantropia, captar recursos, reunir interessados em projetos de voluntariado e desenvolver trabalhos de impacto social em diferentes áreas, também acabaram funcionando como hubs para centralizar essa ajuda durante a pandemia.

Mas, ao mesmo tempo em que as ONGs tiveram uma atuação de destaque, grande parte delas foi afetada pela diminuição de recursos para se manter. Estudo realizado em 2020 pelas consultorias Mobiliza e Reos Partners, após avaliar mais de 1.700 organizações de todo o país, mostrou que um dos impactos negativos da crise sanitária foi a redução na captação de recursos, atingindo 73% das ONGs consultadas.

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Na contramão dessa tendência, o LAR superou as expectativas e teve sucesso na captação de recursos, conforme explica Cainã Marin, coordenador de projetos do LAR. “Em 2020, apesar de todas as adversidades impostas pela pandemia da Covid-19, demos sequência em todas as nossas atividades, mantendo uma sólida parceria com os apoiadores da nossa iniciativa. Entretanto, sabemos que essa realidade não é a de todos. Por isso, é importante jogar luz sobre esse debate”.

Ainda segundo a pesquisa das consultorias Mobiliza e Reos Partners, 42% das entidades esperam que a cultura de doação cresça no país. Cainã tem a mesma expectativa. “O espírito filantropo e solidário, impulsionado pela pandemia, deve se manter, ainda mais em momentos como este de agravamento da crise. Se a pessoa quer ajudar e não sabe o que fazer, ela pode encontrar uma ONG que desenvolve um trabalho alinhado às suas ideias e vai reverberar esse auxílio a quem precisa.”

Segundo o coordenador, o LAR está sempre aberto a novas possibilidades de auxílio, seja ajuda monetária, doação de qualquer tipo de material (será avaliado o interesse em recebê-lo), cesta básica ou trabalho voluntário. Interessados podem entrar em contato por meio do site http://www.bencaodivina.org.br/ ou pelo e-mail caina@bencaodivina.org.br.

Para conhecer mais sobre o trabalho realizado no LAR, acesse o nosso site: www.bencaodivina.org.br

Caso queira contribuir com este trabalho na forma de doação, acesse: lar.colabore.org

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