Oficinas de cultura maker contribuem para o empoderamento das crianças

No LabLAR, alunos têm contato com metodologias inovadoras e novas tecnologias que trabalham o protagonismo, a criatividade, a empatia e o foco na resolução de problemas

Com o objetivo de usar a cultura maker para empoderar as crianças, o LAR oferece oficinas em que os alunos entram em contato com metodologias inovadoras, como o design thinking, e exploram novas tecnologias, como a fabricação digital e robótica, para trazer soluções para questões da vida real.

“As atividades oferecidas pelo LabLAR, em parceria com o Instituto Ânima, têm abordagem prática e utilizam recursos como a impressão 3D para estimular a participação, explorar a aprendizagem em pares e desenvolver nos aprendizes uma postura ‘mão na massa’, estimulando o jovem a ter atitudes transformadoras da própria realidade”, diz Maria Paula Marcon, professora do LabLAR.

Nesse processo, também são trabalhadas habilidades socioemocionais fundamentais para o mercado de trabalho do século XXI, como a empatia, a colaboração, a criatividade e a experimentação. “É um processo de aprender fazendo e com o erro, o que tende a despertar o protagonismo de quem pratica”, afirma.

Durante a pandemia, apesar do desafio de migrar atividades “mão na massa” para o ambiente remoto, as propostas não pararam. “Adaptamos o que necessitava de recursos tecnológicos para atividades que envolvem técnicas de pesquisa e o pensamento criativo e estratégico. Também levamos as questões para o contexto da pandemia e trabalhamos na ideação de propostas para minimizar seus impactos no dia a dia. No segundo semestre de 2020, por exemplo, os alunos tiveram a oportunidade de desenvolver a confecção de um dispenser de álcool em gel sem contato manual”, conta Maria Paula.

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Neste ano, a programação das aulas prevê tanto o modelo híbrido quanto o presencial. A ideia é avançar na fabricação digital, sobretudo na impressão 3D — os alunos já modelaram alguns objetos que serão impressos. “Também iremos focar no empreendedorismo juvenil e realizar um projeto seguindo um modelo de programa de pré-aceleração de startups. E a maior novidade é a inserção de uma turma iniciante no período vespertino que vai trabalhar projetos de robótica e jogos digitais, temas de grande interesse dos alunos do LAR”, antecipa a professora.

Maria Paula reforça que a cultura maker é um movimento importante para o empoderamento do indivíduo, sendo conhecida como a nova revolução industrial justamente por trazer o poder da indústria em termos de tecnologia para as mãos das pessoas. “Aproximar os jovens dessa realidade e permitir que eles explorem dentro do contexto que eles vivem confere maior sentido à aprendizagem.”

Debatido com muita frequência, o Dia Nacional de Combate ao Bullying (7 de abril) é uma data que merece destaque. O LAR está sempre atento às várias nuanças relacionadas à diversidade. No dia a dia, seja nas aulas presenciais pré-pandemia ou no modelo online atual, a ONG dá o devido suporte a alunos individualmente, mantendo-se atenta a quaisquer sinais de introspecção inesperada ou alteração de comportamento.

A professora Maria Paula conta que as sessões do LabLAR são bons laboratórios de como enxergar particularidades e personalidades nesse público jovem, dando todo o apoio psicológico e pedagógico sempre que necessário. Recentemente, ela elaborou um game em formato de quiz sobre cyber-bullying com perguntas de múltipla escolha, no qual pergunta o que seria e como evitar essa prática, entre outras indagações. A educadora salienta que, em sala de aula, todas as atividades são pensadas para integrar pessoas e promover o respeito às diferenças. A premissa está alinhada com a missão da organização sem fins lucrativos, que preza justamente pela transformação social por meio da educação.

Para conhecer mais sobre o trabalho realizado no LAR, acesse o nosso site: www.bencaodivina.org.br

Caso queira contribuir com este trabalho na forma de doação, acesse: lar.colabore.org

O que nos move é promover a educação, a cultura e o esporte, rompendo barreiras sociais, construindo um futuro mais digno para todos.

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